quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dupla Cidadania - Vogue Brazil Footwear

D.I.V.U.L.G.A.Ç.Ã.O.


CIRCUITO Business

Dupla Cidadania

Os sapatos brasileiros mal saem da fábrica e já estão de passaporte carimbado para os quatro cantos do mundo. Marina Beltrame desvenda a rotina de exportação das maiores marcas calçadistas do País.

Estados Unidos
O primeiro para de sapatos produzido em 2003 já tinha destino certo: os Estados Unidos. Hoje, a Morenaton atende 700 lojistas independentes e algumas lojas de departamento norte-americanas. “Primeiro queríamos consolidar o mercado externo, para depois investir no brasileiro”, conta Marcelo Germann, diretor de conceito e marketing, apresentando que suas criações estarão nas vitrines brasileiras a partir de 2011.

Inglaterra
A dupla cidadania do Studio TMLS se deve à maneira como foi criada. No final da década 80. Jeferson Dib, proprietário da marca, e a mulher, Vanessa, se mudaram para a Inglaterra para estudar. E foi ali, com sotaque inglês (vide nome de batismo), que surgia a TMLS. O que acontece depois não pe novidade. A marca explodiu mundo afora: chegou às prateleiras das estreladas Topshop, Kurt Geiger e Galeries Lafayette. A diferença do sapato nacional para o sapato importado? Nenhuma. A mesma qualidade carimba modelos de lá e de cá. A sola, por exemplo, foi desenvolvida para suportar os muitos quarteirões caminhados pelas londrinas.

Argentina
No alvo das negociações internacionais da Beira Rio está o mercado da América do Sul. O investimento é pesado no Uruguai, Bolívia, Venezuela, Chile e Peru. Mas vem da vizinha Argentina a maior demanda calçadista. As vantagens por lá, em diversas multimarcas espalhadas pelo País, não escondem a preferência dos hermanos: as plataformas são as vedetes.

Itália
As feiras internacionais são ambientes propícios para fechar negócios no exterior: Que o diga a brand Débora Germani. As exportações começaram depois de uma feira, em 2002. Além da Itália, vende para o Japão, Austrália, Cingapura e Eslováquia. Mesmo com esse portfólio, não está nos planos desistir das feiras. Ao contrário: a marca está com pés fincados na Micam, que acontece duas vezes por ano em Milão. “Com isso, aumentamos as possibilidades de novos contatos”, explica Althéa Ceschiatti Agrello, diretor da marca.

Rússia
Graças a uma missão empresarial apoiada pelo governo federal, a Piccadilly embarcou seu primeiro para de sapatos para a Rússia em 1968. De lá para cá, Argentina, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Portugal e Inglaterra integram o rol de países que são importadores da marca. Para o verão, os shapes são basicamente os mesmos que pegam por aqui: meia-patas e cabedais mais fechados. No inverno é que as construções precisam mudar. Para a Rússia, os sapatos são forrados com pelo para deixar o pé mais quentinho. A meta até 2016 é exportar para 120 países.

China
Veterana no quesito exportação, a Stéphanie Classic envia seus pares para lojas além-Brasil desde a década de 80. Primeiro conquistou o mercado norte-americano; em seguida o plano de expansão levou a label para 60 países e, em 2007, chegou á China. Segundo o gerente de exportação Fábio Spohr, “o intuito é fazer a marca crescer no mercado internacional e para isso foi preciso alcançar também o mercado chinês, que é o maior do mundo”. E não para por aí. A pretensão é manter o relacionamento com os mercados conquistados e ficar de olho nos emergentes.

Kuwait
Se ainda resta dúvidas de que o mercado fashion do Oriente Médio é quente. A Via Uno mostra que este será em chamas. Os Emirados Árabes, Jordânia, Omã e Síria demandam 100 mil pares de sapatos por ano. Os Emirados Árabes e a Jordânia, inclusive, já têm loja própria. A Via Uno produz sete milhões de pares por ano, 40% são destinados ao exterior. Prova de que sua carreira internacional – direcionada a 100 países – é muitíssimo bem-sucedida.

Japão
O début de Sarah Chofakian nas negociações internacionais aconteceu em 2008. Um ano depois, já havia fisgado o mercado japonês. “A mulher; lá, tem um estilo muito feminino e gosta do design romântico e delicado, que conversa com a nossa filosofia”, analisa a designer. Os modelos são fabricados especialmente para atender à necessidade de cada País. No caso do Japão, precisam ter saltos altos e grossos, que são mais confortáveis.

África do Sul
“Para nós, a África do Sul é o melhor mercado do exterior, tanto em quantidade como em continuidade de trabalho”, diz Marco Aurélio, diretor da Invitto, que embarca sapatos para lá desde 2005. O desigm deu tão certo em terras sul-africanas que este ano os produtos passam a ser vendidos em três multimarcas. Como Brasil e África do Sul estão no mesmo hemisfério, as coleções de verão e de inverno coincidem, por isso a Invitto exporta as mesmas criações que circulam no Brasil. O único ajuste a ser feito nos sapatos são as pulseiras dos tornozelos, que devem ser sempre maiores.

Austrália
A Madame K nasceu com vocação para a exportação. Desde sua estréia (em outubro completa cinco anos) já pisava firme em terras fora do eixo Brasil-Estados Unidos. A marca, aliás, só começou a vender no mercado nacional em 2008, depois de conquistar fashionistas da Ucrânia, Japão e Rússia. Ao mesmo tempo, fisgava as australianas com sandálias confortáveis de couro de jacaré e píton. Aliás, sabe o que está fazendo sucesso nas altas temperaturas da Austrália? “As sandálias tipo flip flops em cores fluo”, conta Daniela Kapeller diretora comercial da marca.

(Material divulgado na revista Vogue Brasil Footwear e divulgado na íntegra.)

Um comentário:

Aline Andrade disse...

olá...

Dá uma olhadinha no meu blog...la tem dicas de moda, comportamento, novidades...e uma lojinha cheia de coisas bonitinhas...

Passa lá pra conhecer...se gostar me segue...

beijoooss...Aline

http://mundodivertidodealine.blogspot.com/